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Partamona sooretamae

Clasificación científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Clase: Insecta
Orden: Hymenoptera
Suborden: Apocrita
Superfamilia: Apoidea
Familia: Apidae
Subfamilia: Meliponinae
Tribu: Meliponini
Género: Partamona
Especie: P. sooretamae
Nombre binomial
Partamona sooretamae Pedro & Camargo, 2003

Partamona sooretamae sp. nov. (Fig. 171, distribuição; Tabs. II-IX, XIII)

Diagnose. Abelhas grandes (l.m.c. 2,6-2,8 mm, c.a.a. 6,6-6,8 mm, Tabs. III, IV). Integumento preto. Mandíbula predominantemente ferrugínea, apenas o 1/4 basal amarelo, ápice ferrugíneo-escuro, côndilos pretos. Flagelo castanho-escuro. Brilho violeta no clípeo e áreas paroculares inferiores. Estrias paroculares um pouco alargadas embaixo (ca. 1,3x o diâmetro do 2o flagelômero), com os limites difusos e irregulares, estreitadas um pouco acima das fóveas tentoriais (ca. 0,8x o diâmetro do 2o flagelômero), chegando até a interorbital superior (como na figura 142 de P. ailyae); manchas clipeais afastadas, por uma distância maior que o diâmetro do escapo. Pilosidade preta. Membrana das asas ferrugínea escura; microtríquias pretas; veias escurecidas, principalmente na metade basal da asa. Cerdas da base do escapo um pouco mais longas que o diâmetro deste (1,2-1,3x; Tab. VII). Cerdas eretas das áreas paroculares, ao lado dos alvéolos, mais curtas que o diâmetro do escapo. Ápice do escutelo com duas ou mais cerdas longas, ca. 1,1-1,2x o comprimento do escutelo, que se cruzam nas pontas. Área basal do propódeo com faixa glabra mediana, aproximadamente tão larga quanto o diâmetro do 2o flagelômero Dentes da mandíbula aproximadamente eqüidistantes e um pouco recuados em relação ao ápice do bordo apical (como na figura 47 de P. ailyae). Área malar, distância interocelar, distância ocelorbital, tíbia III e comprimento da asa anterior, normais (Tabs. V, VI, VIII, IX). Bifurcação da M+Cu nitidamente anterior à cu-v.

Operária.

Dimensões. Comprimento total aproximado, 6,14 mm; da asa anterior, 6,64 mm (incluindo a tégula, 7,47 mm); largura máxima da cabeça, 2,68 mm; do TIII, 2,74 mm (Tab. XIII).

Cor do integumento. Predominantemente preto, apenas metanoto e tíbias III mais claros, tarsômeros ferrugíneos. Tégulas castanho-ferrugíneas. Com brilho violeta no clípeo e áreas paroculares inferiores. Labro amarelado, mandíbula amarelada na metade basal e ferrugínea em direção ao ápice, côndilos enegrecidos. Escapo enegrecido, exceto por uma mancha amarelada no terço basal e no extremo apical. Flagelo castanho, mais escurecido na face superior. Máculas da face nítidas, as do tórax apagadas. Manchas no clípeo aproximadamente em forma de L, acastanhadas, a distância entre elas, na porção apical do clípeo, maior que o diâmetro do 2o flagelômero. Mancha supraclipeal como um acento circunflexo. Abaixo do ocelo, um triângulo invertido, alongado, aproximadamente tão longo quanto o diâmetro do ocelo médio. Uma mancha irregular junto ao sulco frontal. Estrias paroculares alargadas embaixo (ca. 1,38x o diâmetro do escapo), com os limites difusos e irregulares, estreitando-se na alturas da fóveas tentoriais, mantendo a largura mais ou menos uniforme (0,63x) até um pouco antes da linha da menor distância interorbital superior, aí já bem apagadas. Genas com pequena mancha margeando o terço inferior do olho. Estrias laterais do mesoscuto um pouco apagadas; axilas irregularmente manchadas; bordo posterior do escutelo apenas um pouco mais claro que o restante do integumento. Membrana da asa anterior ferrugíneo-escura, um pouco mais tingida na metade basal (células radial, 1a e 2a cubitais); microtríquias enegrecidas em toda asa; veias méleas, escurecidas pelas microtríquias, C e R mais escuras para a base.

Pilosidade. Predominantemente enegrecida; mais clara, amarelo-palha, na porção ventral do tórax (coxas, trocanteres e mesepisternos) e esternos. Área basal do propódeo aparentemente sem faixa glabra mediana. Franja pré-marginal do TIII com cerdas muito mais curtas na região mediana que nas laterais. Cerdas da base do escapo tão longas quanto o diâmetro deste. Área parocular inferior, ao lado dos alvéolos, com cerdas eretas 0,8x o diâmetro do escapo; no clípeo, 1,07x; na fronte, 1,27x; no vértice mais longas, ca. 2,47x; no disco do mesoscuto e na porção anterior da linha média, 1,53 e 2,27x respectivamente. Cerdas mais longas no ápice do escutelo com ca. de 1,05x o comprimento deste (nos parátipos, mais longas).

Integumento. Liso e polido, apenas com a pontuação pilígera típica do gênero.

Forma e proporções (Tab. XIII). Cabeça, 1,18x mais larga que longa, 1,33x mais larga que a distância clipeocelar. Olhos 2,46x mais longos que largos, divergentes embaixo. Área malar ca. de 1,13x o diâmetro do 2o flagelômero. Clípeo 0,56x mais curto que sua largura máxima e 0,38x a distância clipeocelar. Mandíbulas 0,58x a distância clipeocelar; dentes recuados, espaçados (Fig. 47). Escapo 0,95x a distância alvéolo-ocelo lateral, seu diâmetro um pouco menor que o do 2o flagelômero. Distância interocelar 1,26x maior que a ocelorbital e ca. de 1,72x o diâmetro do ocelo médio. Escutelo aproximadamente semicircular, cerca de 0,46x mais curto que largo. Tíbia III 0,97x mais curta que a cabeça, e 2,10x mais longa que larga; o canto póstero-distal arredondado, não projetado, a margem apical quase reta; contorno da margem posterior suavemente sinuado. Basitarso III 1,72x mais longo que largo; canto póstero-distal subanguloso e margem apical em ângulo um pouco maior que 90o em relação à margem anterior. Asa anterior 2,63x mais longa que larga e 2,48x a largura máxima da cabeça. Bifurcação de M+Cu anterior à cu-v. Hâmulos, 5.

Macho. Desconhecido.

Material-tipo. Holótipo, operária, de "Itarana - Brasil, ES - 12/2/1966 C. Elias leg." (DZUP); parátipos, 18 operárias da mesma série, depositados no DZUP (10) e RPSP (08).

Material examinado. BRASIL. Bahia: Porto Seguro, Praia de Taperapuã, 39o1'7"W, 16o22'42"S, 15-21.XII.1998, S.R.M Pedro (3 ops., 981287, 981290, 981420, RPSP). Espírito Santo: Colatina, 25.IV.1964, C. Elias (13 ops., DZUP; 3 ops., RPSP); Conceição da Barra, 1.VIII.1968, C. Tadeu Elias (1 op., DZUP); ibidem, 5.V.1969, C.T. & C. Elias (3 ops., DZUP); ibidem, idem, 11.VIII.1969 ( 2 ops., DZUP), 26.VIII.1969 (1 op., DZUP), 27.XII.1969 (1 op., DZUP); Domingos Martins, 16-28.II.1966, C. Elias (1 op., DZUP); Linhares, I.1962, Claudionor Elias (1 op., DZUP); ibidem, Parque Sooretama, X.1962, M. Alvarenga (4 ops. DZUP; 1 op., RPSP); Santa Tereza, 23.I.1964, C. Elias (1 op., DZUP); ibidem, idem, 5.II.1964 (1 op., DZUP), 5.IV.1964 (1 op. DZUP), 4.V.1964 (2 ops., DZUP), 22.V.1964 (1 op., DZUP), 6.VI.1964 (1 op., DZUP); ibidem, 5.I.1967, C.T. & C. Elias (1 op., DZUP); São João de Petrópolis, 12.II.1964, C. Elias (1 op., DZUP); Viana, 5.VII.1966, C.T. & C. Elias (1 op., DZUP).

Distribuição geográfica e hábitat. Endêmica da mata atlântica, no Espírito Santo, Brasil (Fig. 171).

Nidificação. Desconhecida.

Etimologia. Pela sufixação de Sooretama, denominação Tupi para Mata Atlântica, indicando a região onde habita.

Discussão. Muito semelhante à P. ailyae, da qual difere apenas pelas asas mais ferugíneo-escuras e pela distribuição geográfica restrita ao Espírito Santo. Outros comentários em P. ailyae.

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