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Partamona seridoensis

Clasificación científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Clase: Insecta
Orden: Hymenoptera
Suborden: Apocrita
Superfamilia: Apoidea
Familia: Apidae
Subfamilia: Meliponinae
Tribu: Meliponini
Género: Partamona
Especie: P. seridoensis
Nombre binomial
Partamona seridoensis Pedro & Camargo, 2003

Partamona seridoensis sp. nov. (Figs. 58, 152, operária; 91, 121, macho; 170, distribuição; Tabs. II-IX, XII)

Partamona cupira; Melo et al., 1997:14, 15, 16. Partamona sp.1; Aguiar et al., 1995:107. "Cupira"; Castello Branco, 1845:67 (partim, abelhas com cera "amarella côr de açafrão"); Gonçalves, 1973:7, 8.

Diagnose. Abelhas de porte médio (l.m.c. 2,4-2,5 mm, c.a.a. 5,6-5,9 mm; Tabs. III, IV). Integumento preto. Mandíbula predominantemente ferrugínea, com ca. 1/4 basal amarelado, ápice ferrugíneo-escuro, côndilos pretos. Flagelo castanho-escuro. Estrias paroculares estreitas (ca. 0,6-0,8x o diâmetro do 2o flagelômero), levemente alargadas embaixo (ca. 1,0-1,2x o diâmetro do 2o flagelômero), chegando até a interorbital superior (Fig. 152). Máculas do tórax apagadas. Pilosidade predominantemente preta; cerdas na região ventral dos mesepisternos, coxas e trocanteres, enegrecidas ou esbranquiçadas. Membrana das asas hialina; microtríquias pretas; veias escurecidas, principalmente na metade basal da asa. Cerdas da base do escapo um pouco mais longas que o diâmetro deste (1,2-1,3x; Tab. VII). Cerdas eretas das áreas paroculares, ao lado dos alvéolos, tão longas quanto o diâmetro do escapo. Cerdas do escutelo curtas, ca. 0,7-0,9x o comprimento deste. Área basal do propódeo com uma faixa glabra mediana, aproximadamente tão larga quanto o diâmetro do 2o flagelômero Dentes da mandíbula pequenos e muito recuados em relação ao ápice do bordo apical (Fig. 58). Área malar, distância interocelar, distância ocelorbital, tíbia III e comprimento da asa anterior, normais (Tabs. V, VI, VIII, IX). Bifurcação da M+Cu geralmente coincidente com a cu-v (raramente levemente anterior). Macho, basitarso III curto e largo, achatado ou convexo-côncavo; tíbia III alargada em direção ao ápice (Fig. 91); EVII com a projeção mediana longa, de lados aproximadamente subparalelos, os chanfros laterais profundos e largos (Fig. 121).

Operária.

Dimensões. Comprimento total aproximado, 5,81 mm; da asa anterior, 5,56 mm (incluindo a tégula, 6,31 mm); largura máxima da cabeça, 2,46 mm; do TIII, 2,44 mm (Tab. XII).

Cor do integumento. Predominantemente preto, apenas o metanoto um pouco mais claro e os tarsômeros ferrugíneos. Tégulas castanho-escuras com algumas manchas um pouco mais claras. Labro amarelado, mandíbula amarelada no quarto basal e ferrugínea em direção ao ápice, côndilos enegrecidos. Escapo com a face inferior amarelada e a superior enegrecida. Flagelo castanho-amarelado, na face superior mais escurecido. Máculas nítidas, no tórax mais apagadas. Manchas no clípeo aproximadamente triangulares, a distância entre elas, na porção mais apical do clípeo, menor que o diâmetro do 2o flagelômero, um pouco apagadas medianamente. Mancha supraclipeal aproximadamente trapezoidal. Abaixo do ocelo, um triângulo invertido, alongado, um pouco mais longo que o diâmetro do ocelo médio. Uma mancha acompanhando o sulco frontal. Estrias paroculares um pouco alargadas embaixo (ca. 0,88x o diâmetro do escapo), estreitando um pouco medianamente (0,63x) e tornando-se mais largas em cima (0,75x), chegando difusas até um pouco abaixo da linha da menor distância interorbital superior. Genas com pequena mancha difusa margeando o terço inferior do olho. Estrias laterais do mesoscuto bem apagadas; as axilas praticamente por inteiro amareladas; o bordo posterior do escutelo com uma faixa estreita e difusa, interrompida medianamente. Membrana da asa anterior hialina; microtríquias enegrecidas em toda asa; veias méleas, escurecidas pelas microtríquias, C e R mais escuras para a base.

Pilosidade. Enegrecida, apenas o ápice das cerdas ventrais mais claro. Área basal do propódeo com uma faixa glabra mediana. Franja pré-marginal do TIII com cerdas muito mais curtas na região mediana que nas laterais. Cerdas da base do escapo tão longas quanto o diâmetro deste. Área parocular inferior, ao lado dos alvéolos, com as cerdas eretas 0,8x o diâmetro do escapo; cerdas do clípeo 0,87x; na fronte, 1,07x; no vértice mais longas, ca. 2,27x; no disco do mesoscuto e porção anterior da linha média 1,07 e 1,73x, respectivamente. Cerdas mais longas no ápice do escutelo com ca. de 0,82x o comprimento deste.

Integumento. Liso e polido, apenas com a pontuação pilígera típica do gênero.

Forma e proporções (Tab. XII). Cabeça, 1,21x mais larga que longa e 1,35x mais larga que a distância clipeocelar. Olhos 2,42x mais longos que largos, paralelos. Área malar ca. de 1,13x o diâmetro do 2o flagelômero. Clípeo 0,51x mais curto que sua largura máxima e 0,35x a distância clipeocelar. Comprimento das mandíbulas 0,58x a distância clipeocelar; os dentes pequenos e curtos (o bordo distal gasto); nos parátipos, os dentes recuados (Fig. 58). Escapo 0,89x a distância alvéolo-ocelo lateral, seu diâmetro um pouco menor que o do 2o flagelômero. Distância interocelar 1,63x maior que a ocelorbital e ca. de 1,83x o diâmetro do ocelo médio. Escutelo aproximadamente semicircular, cerca de 0,51x mais curto que largo. Tíbia III 0,95x mais curta que a cabeça e 2,05x mais longa que larga; canto póstero-distal subanguloso, um pouco projetado, margem apical fracamente sinuada; contorno da margem posterior suavemente sinuado. Basitarso III 1,60x mais longo que largo; canto póstero-distal subanguloso e margem apical em ângulo um pouco maior que 90o em relação à margem anterior. Asa anterior 2,50x mais longa que larga e 2,26x a largura máxima da cabeça. Bifurcação de M+Cu levemente anterior à cu-v. Hâmulos, 5.

Macho. Figuras 91, 121.

Material-tipo. Holótipo, operária, de "80 km SW - Alto Parnaíba, MA-Brasil 23-I-1993 SC-23, 46o28'W-9o36'S", "Camargo, Tavares, Pedro leg.", ninho "502c" (RPSP); mais 101 parátipos, operárias, do mesmo ninho e, do ninho "501c", com os mesmos dados de procedência, data e coletor, 48 parátipos, operárias, depositados na RPSP.

Distribuição geográfica e hábitat. Regiões xéricas do nordeste do Brasil - seridó, caatingas e agreste (Fig. 170).

Nidificação. Em termiteiros arborícolas externos de terra.

Etimologia. Pela sufixação latina, indicando que essa espécie habita a região do seridó.

Discussão. Espécie muito semelhante a P. chapadicola sp. nov., da qual difere pelo integumento mais enegrecido e asas com veias mais escuras, apenas com microtríquias enegrecidas e, também, pelos hábitos de nidificação. Outros comentários em P. chapadicola sp. nov

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