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Partamona mulata

Clasificación científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Clase: Insecta
Orden: Hymenoptera
Suborden: Apocrita
Superfamilia: Apoidea
Familia: Apidae
Subfamilia: Meliponinae
Tribu: Meliponini
Género: Partamona
Especie: P. mulata
Nombre binomial
Partamona mulata Moure en Camargo, 1980

Partamona mulata Moure, in Camargo, 1980 (Figs. 1, 44, 138, operárias; 96, 124, macho; 172, distribuição; Tab. II-IX)

Partamona (Partamona) mulata Moure, in Camargo, 1980:9, 18, 23, 52, 53, 55, 76, 143, 159; Camargo, 1992:81. Partamona mulata; Michener & Roubik, 1993:256. Partamona aff. cupira; Camargo & Moure, 1988:294, 305. Melipona pallida peckolti; Ducke, 1916:121.41c (partim); 1925:412.42c (partim). Trigona peckolti; Silvestri, 1902:152, 153. Trigona cupira; ?Silvestri, 1902:151, 152, 154; Cortopassi-Laurino, 1977:183. Trigona cupira peckolti; Marianno, 1911:90.13A (partim). Trigona rhumbleri; Silvestri, 1902:153-155, Figs. 1-4, 33-37, 44(partim). Trigona (Partamona) testacea cupira; Schwarz, 1948:105, 312.

Diagnose. Abelhas de porte médio (l.m.c. 2,4-2,6 mm, c.a.a. 5,6-6,1; Tabs. III, IV). Integumento preto, mesclado ou castanho-ferrugíneo. Sutura epistomal, área ao redor dos ocelos, mesepisternos na porção ventral, basitarso e tíbia III (por inteiro, ou a metade apical), enegrecidos (exemplares pretos e castanhos). Mandíbula com ca. de 1/3-2/3 da porção basal amarelados e a porção apical restante castanho-ferrugínea, ápice ferrugíneo-escuro, côndilos pretos. Flagelo castanho-escuro até amarelado. Estrias paroculares alargadas embaixo (ca. 1,3x o diâmetro do 2o flagelômero), estreitadas na altura dos alvéolos (0,8x o diâmetro do 2o flagelômero), chegando até a altura da interorbital superior (exemplares pretos) ou ao topo do olho (exemplares castanhos) (Fig. 138). Máculas do tórax pouco conspícuas ou apagadas. Pilosidade preta. Membrana das asas levemente ferrugínea; microtríquias pretas; veias méleas, mas escurecidas pelas microtríquias fuscas. Cerdas do escapo curtas, apenas uma ou duas na base um pouco mais longas que as demais (1,0-1,1x o diâmetro do escapo; Tab. VII). Cerdas eretas das áreas paroculares, ao lado dos alvéolos, mais curtas que o diâmetro do escapo. Pilosidade do corpo curta, cerdas do disco do mesoscuto subiguais ao diâmetro do escapo. Cerdas do escutelo curtas, ca. 0,8-0,9x o comprimento deste. Área basal do propódeo com faixa mediana glabra, aproximadamente tão larga quanto o diâmetro do 2o flagelômero. Dentes da mandíbula aproximadamente eqüidistantes e um pouco recuados em relação ao ápice do bordo apical (Fig. 44). Área malar, distância interocelar, distância ocelorbital, tíbia III e comprimento da asa anterior, normais (Tabs. V, VI, VIII, IX). Bifurcação da M+Cu geralmente coincidente com a cu-v (raramente levemente anterior). Macho, basitarso III curto e largo, achatado ou convexo-côncavo; tíbia III alargada em direção ao ápice (Fig. 96); EVII com a projeção mediana longa, de lados aproximadamente subparalelos, os chanfros laterais profundos e largos (Fig. 124).

Variação. Exemplares dentro do mesmo ninho podem apresentar integumento preto até castanho-ferrugíneo. Os exemplares da Bolívia, todos com integumento preto, apresentam o basitarso um pouco mais alargado e a pilosidade mais curta.

Macho. Figuras 96, 124.

Material-tipo. Holótipo, operária, de "BRASIL. MT: Cuiabá, 22-II-65, S. Laroca", parátipos, 17 operárias, com a mesma etiqueta de procedência, depositados no DZUP; outros parátipos, de Cuiabá, I-1963, M. Alvarenga (14 ops., DZUP, 6 ops., RPSP). Todos os exemplares foram examinados.

Material examinado. BRASIL. Mato Grosso: Cáceres, 19.X.1961, FM Oliveira (20 ops., DZUP; 4 ops., RPSP); Cuiabá, 19.I.1965, S. Laroca (1 macho, DZUP); ibidem, idem, 31.I.1986, G. Melo (2 ops., UFVB); ibidem, idem, 1.II.1986 (1 op., UFVB), 2.II.86 (1 op., 335/1/20, UFVB), 4.II.86 (4 ops., 332/1/19, UFVB), 5.II.1986 (1 op., 290/1/17, UFVB; 8 ops., 267/1/16, UFVB, 12 ops., RPSP), 7.II.1986 (2 ops., 263/1/16, UFVB); ibidem, Campus da UFMT, 19.VII.1997, Rogerio Ribon, "ninho em termiteiro no chão, murundum" (7 ops., 973419-973425, RPSP); ibidem, sem data, anônimo (12 ops., RPSP); Sto. Antonio do Leverger, 15o45'S, 56o02'W, 25.I.1997, Mazucato (1 op., 970065, RPSP); West border Matto Grosso, V.1931, RC Shannon (1 op., USNM). Mato Grosso do Sul: Campo Grande, 9.X.1961, FM Oliveira (1 op., DZUP); Selvíria, 28.I.1986, Diniz, J.L.M., 26 (4 ops., RPSP); Três Lagoas, VIII.1965, R. Zucchi (61 ops., DZUP; 15 ops., RPSP); ibidem, Faz. Retiro de Telhas, 21.V.1964, Exp. Depto. Zool., "várzea", KL.10 (1 op., MZSP); ibidem, Faz Dr. José Mendes, 16.VI.1964, Exp. Depto. Zool., KL.14 (4 ops., MZSP). BOLÍVIA. Beni: Ibiato Loc., Prov. Cercado, 5.VIII.1992, M. E. Montaño, Ac. 14 (3 ops., SEMC). Santa Cruz: Santa Cruz, Bolívia Oriental (localidade?), 500m, 12.VI.1955, Zischka (7 ops., SEMC; 1 op., RPSP). Santa Cruz de la Sierra, X.1961, N. Kempf (6 ops., 1 macho, DZUP; 1 op., RPSP).

Distribuição geográfica e hábitat. Cerrados do sudoeste do Brasil até as savanas da Bolívia (Fig. 172)

Nidificação. Segundo SILVESTRI (1902), no solo e em troncos de árvores. De acordo com informações pessoais e fotos fornecidas por G. Melo e R. Ribon, nidifica em termiteiros epígeos.

Discussão. Distingue-se das demais espécies do grupo cupira, principalmente pela pilosidade curta e cerdas da base do escapo também curtas.

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