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Partamona mourei

Clasificación científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Clase: Insecta
Orden: Hymenoptera
Suborden: Apocrita
Superfamilia: Apoidea
Familia: Apidae
Subfamilia: Meliponinae
Tribu: Meliponini
Género: Partamona
Especie: P. mourei
Nombre binomial
Partamona mourei Camargo, 1980

Partamona mourei Camargo, 1980 (Figs. 1, 63, operária; 80, 111, macho; 167, distribuição; Tabs. II-IX)

Partamona (Partamona) mourei Camargo, 1980:18, 21-23, 53-55, 70, 159-160; Absy et al., 1984:228-231; Andre, 1985:244. Partamona mourei; Ramalho et al., 1990:471, 473; Camargo, 1994:50, 52, 58; Oliveira et al., 1995:16-18. Partamona moure (sic); Camargo, 1992:81. Partamona vicina Camargo, 1980:48 (partim, exemplares de "Boa Vista, RR, 8.XI.1953, C.R. Gonçalves"). Melipona pallida aberr. rhumbleri; Ducke, 1916:119-120 (partim); 1925:411 (partim).

Diagnose. Abelhas de porte médio (l.m.c. 2,5-2,6 mm, c.a.a. 5,4-6,0 mm, Tabs. III, IV). Integumento amarelado até castanho-ferrugíneo. Mesepisterno, na porção ventral, enegrecido. Basitarso e 1/2-1/3 apical da tíbia III enegrecidos. Sutura epistomal e área ao redor dos ocelos enegrecidas ou, raramente, amareladas. Mandíbula predominantemente amarela, ápice ferrugíneo, côndilos amarelados ou um pouco escurecidos. Flagelo alaranjado ou castanho-amarelado. Estrias paroculares aproximadamente tão largas quanto o diâmetro do 2o flagelômero, com a mesma largura em toda a extensão ou um pouco mais largas embaixo (1,2x o diâmetro do 2o flagelômero) e chegando até o topo do olho (como na figura 146, de P. vicina). Cerdas eretas do vértice, mesoscuto e escutelo amareladas, ferrugíneas, enegrecidas ou misturadas; nos mesepisternos, coxas, trocanteres e esternos, amarelo-palha ou esbranquiçadas; nos tergos III-VI enegrecidas. Membrana das asas hialina; microtríquias pretas; veias méleas, mas escurecidas pelas microtríquias fuscas. Cerdas do escapo curtas (0,7-0,9x o diâmetro do escapo), apenas uma ou duas cerdas na base um pouco mais longas que as demais (1,0-1,1x o diâmetro do escapo; Tab. VII). Cerdas eretas das áreas paroculares mais curtas que o diâmetro do escapo. Cerdas do escutelo 1,0-1,3x o comprimento deste. Área basal do propódeo com uma faixa mediana glabra tão larga quanto o diâmetro do 2o flagelômero. Dentes da mandíbula pequenos e muito recuados em relação ao bordo apical (Fig. 63). Área malar curta (ca. 0,8x o diâmetro do 2o flagelômero; Tab. V). Distância interocelar, distância ocelorbital, tíbia III e comprimento da asa anterior normais (Tabs. V, VI, VIII, IX). Bifurcação da M+Cu geralmente coincidente com a cu-v (raramente levemente anterior). Basitarso III do macho alongado, achatado ou convexo-côncavo; tíbia III estreita, como na figura 80. EVII do macho com a projeção mediana curta e triangular, os chanfros laterais curtos e largos (Fig. 111).

Variação. Machos de populações da região do rio Trombetas com integumento preto.

Macho. Figuras 80, 111.

Material-tipo. Holótipo, operária, e 1 parátipo, operária, de Barcellos (sic), Amazonas, Brasil, rio Negro, 21.VII.1927, J.F. Zikán (DZUP). Outros parátipos do Brasil, Amazonas: Manaus, SA-20, 60-3c, 1-2-1976, J.M.Camargo (1 op., RPSP); Pará: Óbidos, 20-7-1902, Ducke, etiqs. adicionais de Friese "TYPUS", "Trigona rhumbleri 1913 Friese det. Fr." (2 ops., USNM); ibidem, idem, etiq. adicional de Ducke "Trigona pallida Latr. v. rhumbleri det. Ducke, 1911" (1 op., no. 18.241 e 95497, MZSP); sem etiqueta de procedência, apenas os seguintes nos.: 2502 (4 ops., DZUP, 3 ops., RPSP), 2911 (1 op., DZUP; 3 ops., RPSP); 2875 (1 op., RPSP). Todos os exemplares foram examinados.

Distribuição geográfica e hábitat. Florestas e áreas antrópicas ao norte do rio Amazonas, até as Guianas (Fig. 167).

Nidificação. Em termiteiros arborícolas externos. Hospedeiro identificado: Amitermes excellens Silvestri, 1923 (ninho 271c).

Discussão. Esta espécie, restrita ao norte da bacia amazônica, caracteriza-se pelo integumento geralmente castanho-ferrugíneo (raramente por inteiro amarelado, ou preto), com áreas enegrecidas junto à sutura epistomal, áreas ao redor dos ocelos, porção ventral dos mesepisternos e parte da tíbia e basitarso III; dentes da mandíbula como na figura 63 e pela área malar mais curta que o diâmetro do 2o flagelômero. Na região do rio Trombetas aparece uma população um pouco divergente, com machos pretos e algumas peculiaridades na estrutura de entrada dos ninhos. Outros comentários em P. vicina.

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