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Partamona combinata

Clasificación científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Clase: Insecta
Orden: Hymenoptera
Suborden: Apocrita
Superfamilia: Apoidea
Familia: Apidae
Subfamilia: Meliponinae
Tribu: Meliponini
Género: Partamona
Especie: P. combinata
Nombre binomial
Partamona combinata Pedro & Camargo, 2003

Partamona combinata sp. nov. (Figs. 156, operária; 89, 118, 119, macho; 169, distribuição; Tabs. II-IX, XII)

Partamona cf. cupira; Posey & Camargo, 1985:252 (Fig. 2E); Camargo & Posey, 1990:23 (Fig.2E); Kerr et al., 1996:33.

Diagnose. Abelhas de porte médio (l.m.c. 2,3-2,6 mm, c.a.a. 5,4-6,0 mm; Tabs. III, IV). Integumento preto. Mandíbula predominantemente enegrecida ou castanho-escura com o 1/3-1/2 basal amarelado, ápice ferrugíneo-escuro, côndilos pretos. Flagelo castanho escuro. Estrias paroculares um pouco mais estreitas que o diâmetro do 2o flagelômero, levemente alargadas embaixo (ca. 1,3x o diâmetro do 2o flagelômero) ou aproximadamente com a mesma largura em toda a sua extensão, chegando até a interorbital superior (Fig. 156). Pilosidade preta. Membrana das asas hialina; microtríquias pretas em toda a asa ou amarelas apenas na região do pterostigma; veias méleas, mas escurecidas quando revestidas por microtríquias fuscas. Cerdas da base do escapo mais curtas até um pouco mais longas que o diâmetro deste (0,8-1,3x; Tab. VII). Cerdas eretas das áreas paroculares, ao lado dos alvéolos, aproximadamente tão longas quanto o diâmetro do escapo. Cerdas do escutelo 0,9-1,0x o comprimento deste. Área basal do propódeo com uma faixa mediana glabra, aproximadamente tão larga quanto o diâmetro do 2o flagelômero Dentes da mandíbula pequenos e muito recuados em relação ao ápice do bordo apical (como na figura 56, de P. auripennis). Área malar, distância interocelar, distância ocelorbital, tíbia III e comprimento da asa anterior, normais (Tabs. V, VI, VIII, IX). Bifurcação da M+Cu geralmente coincidente com a cu-v (raramente levemente anterior). Macho, basitarso III curto e largo, achatado ou convexo-côncavo; tíbia III estreita (Fig. 89); EVII com projeção mediana longa, de lados aproximadamente subparalelos, os chanfros laterais profundos e largos (Figs. 118, 119).

Variação. Ao longo de toda a distribuição ocorrem indivíduos com labro escurecido e amarelado; em exemplares do mesmo ninho ocorrem ambas as formas.

Operária.

Dimensões. Comprimento total aproximado, 5,98 mm; da asa anterior, 5,81 mm (incluindo a tégula, 6,72 mm); largura máxima da cabeça, 2,54 mm; do TIII, 2,52 mm (Tab. XII).

Cor do integumento. Predominantemente enegrecido, apenas o metanoto, propódeo e tíbias III mais claros; os tarsômeros das pernas I e II ferrugíneos. Tégula ferrugínea, translúcida. Labro enegrecido na porção mediana, com manchas amareladas na base e lados; mandíbula amarelada no terço basal e ferrugíneo-escura em direção ao ápice, côndilos enegrecidos. Escapo com a face inferior amarelada, descolorida, e a superior enegrecida. Flagelo com a face inferior castanha, mais escurecido na face superior. Máculas da face nítidas, principalmente as paroculares; as do tórax um pouco mais apagadas. Manchas no clípeo aproximadamente em forma de L contrapostos, apagadas, a distância entre elas, na porção mais apical do clípeo, menor que o diâmetro do 2o flagelômero. Mancha supraclipeal aproximadamente trapezoidal. Sem manchas na fronte. Estrias paroculares um pouco alargadas embaixo (ca. 1,13x o diâmetro do 2o flagelômero), afilando suavemente para o ápice e tornando-se menos conspícuas, chegando, já bem apagadas, até um pouco antes da altura da linha entre menor distância interorbital superior. Genas com uma pequena mancha bem apagada, no quarto inferior da margem orbital. Tórax com as estrias laterais do mesoscuto apagadas; axilas praticamente por inteiro de um amarelo apagado; bordo posterior do escutelo com uma faixa apagada. Membrana da asa anterior hialina ou apenas levemente ferrugínea na metade basal (células radial, 1a e 2a cubitais); microtríquias predominantemente amarelas, ocupando a metade apical da asa, escurecidas na base; veias méleas, escurecidas pelas microtríquias; C e R mais escuras na porção basal; pterostigma méleo-claro.

Pilosidade. Predominantemente enegrecida; nos lados dos mesepisternos, região ventral do tórax, coxas e trocanteres, amarelo-palha; esternos com cerdas enegrecidas, apenas o ápice das cerdas mais claros. Área basal do propódeo com uma faixa glabra mediana. Franja pré-marginal do TIII com cerdas muito mais curtas na região mediana que as laterais. Cerdas da base do escapo 1,2x mais longas que o diâmetro deste. Áreas paroculares inferiores, ao lado dos alvéolos, com as cerdas eretas 1,07x mais longas que o diâmetro do escapo. Cerdas do clípeo tão longas quanto o diâmetro do escapo; na fronte, 1,13x; no vértice mais longas, ca. 2,13x; no disco do mesoscuto e na porção anterior da linha média 1,27 e 2,33x, respectivamente. As cerdas mais longas no ápice do escutelo com ca. de 0,87x o comprimento deste.

Integumento. Liso e polido, apenas com a pontuação pilígera típica do gênero.

Forma e proporções (Tab. XII). Cabeça, 1,20x mais larga que longa e 1,34x mais larga que a distância clipeocelar. Olhos 2,50x mais longos que largos, levemente divergentes embaixo. Área malar ca. de 1,13x o diâmetro do 2o flagelômero. Clípeo 0,57x mais curto que sua largura máxima e 0,36x a distância clipeocelar. Mandíbulas 0,57x a distância clipeocelar; os dentes pequenos e recuados (como na figura 56). Escapo 0,90x a distância alvéolo-ocelo lateral, seu diâmetro um pouco menor que o do 2o flagelômero. Distância interocelar 1,40x maior que a ocelorbital e ca. de 1,75x o diâmetro do ocelo médio. Escutelo aproximadamente semicircular, cerca de 0,50x mais curto que largo. Tíbia III 0,95x mais curta que a cabeça, e 2,02x mais longa que larga; canto póstero-distal arredondado, pouco projetado, margem apical fracamente sinuada; contorno da margem posterior, suavemente sinuado. Basitarso III 1,36x mais longo que largo; canto póstero-distal levemente anguloso e margem apical em ângulo um pouco maior que 90o em relação à margem anterior. Asa anterior 2,57x mais longa que larga e 2,29x a largura máxima da cabeça. Bifurcação de M+Cu coincidente com a cu-v. Hâmulos, 5.

Macho. Figuras 89, 118, 119.

Material-tipo. Holótipo, operária de "Barra do Garças MT-Brasil 10-24-I-1971 Col. W.E. Kerr", ninho "4c"; parátipos da mesma série, 10 operárias e 2 machos montados em alfinete, além de algumas operárias em álcool, depositados na RPSP.

Distribuição geográfica e hábitat: Cerrados do Brasil Central, até Belém - PA; a oeste até às matas tropicais de Rondônia , Bolívia e Peru (Fig. 169).

Nidificação. Em termiteiros arborícolas externos. Hospedeiros identificados: Nasutitermes cf. kenneri Snyder & Emerson, 1949 (ninho 37c), Microcerotermes cf. strunki (Sorensen, 1884) (ninho 52c) e Microcerotermes spp. (ninhos 53c e 500c).

Etimologia. Do latim, combinatus, particípio de combinus, juntar duas coisas, reunir, referindo-se a presença de dois estados de um mesmo carácter (labro enegrecido e amarelado) na mesma espécie.

Discussão. Difere de P. nigrior por apresentar máculas mais nítidas, com as estrias paroculares mais estreitas embaixo, chegando até a interorbital superior, e pelo tamanho geralmente maior. Amplamente distribuída no Brasil Central (Fig. 169), esta espécie possui indivíduos com labro e mandíbulas tanto enegrecidos quanto amarelados, inclusive em um mesmo ninho. Quando se têm em mão exemplares com labro enegrecido, a distribuição é suficiente para se chegar a uma diagnose; entretanto, quando apresentam labro amarelo, o reconhecimento se torna difícil. Os dentes da mandíbula mais recuados (Fig. 89) auxiliam a separá-la das espécies do grupo cupira, mas nem sempre as mandíbulas encontram-se em condições de serem analisadas (apresentando desgaste, ou estando recolhidas). As asas podem variar bastante com relação a coloração das microtríquias, desde completamente enegrecidas, até com uma grande área na porção mediana (pterostigma e adjacências) com microtríquias amarelas. (por exemplo, ninho 4c de Barra do Garças, MT). P. combinata sp. nov. compartilha com P. auripennis sp. nov. a forma da estrutura de entrada (ambas nidificam em termiteiros arborícolas externos), escavada no substrato, em forma de concha lisa; isto pode constituir uma sinapomorfia para essas duas espécies; entretanto, a entrada dos ninhos de P. nigrior e P. nigrilabris sp. nov. não são conhecidas. Outros comentários na discussão sobre P. nigrior e P. auripennis sp. nov.

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