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Partamona bilineata

Clasificación científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Clase: Insecta
Orden: Hymenoptera
Suborden: Apocrita
Superfamilia: Apoidea
Familia: Apidae
Subfamilia: Meliponinae
Tribu: Meliponini
Género: Partamona
Especie: P. bilineata
Nombre binomial
Partamona bilineata Say, 1837


Diagnosis. Abejas de porte medio (l.m.c. 2,3-2,5 mm; c.a.a. 5,3-6,1 mm; Tablas (III, IV). Integumento preto. Mandíbula com ca. de 1/2 da porción basal amarilla o descolorida y porción distal castaño-ferrugíneo o predominantemente amarilla; ápice ferrugíneo-oscuro, condilos pretos. Flagelo castaño escuro o amarillo. Estrías paroculares estrlladas (ca. 0,6x o diámetro do 2o flagelomero), levemente alargadas embaixo (ca. 1,0-1,2x o diâmetro do 2o flagelômero), em cima chegando nítidas até a altura da interorbital superior o desapareciendo na interorbital máxima (Fig. 128). Máculas do tórax pouco conspícuas. Pilosidade predominantemente preta; nos esternos e região ventral dos mesepisternos, coxas e trocanteres, brancas. Membrana das asas levemente ferrugínea; microtríquias pretas; veias méleas, escurecidas pelas microtríquias. Cerdas do escapo mais curtas que o diâmetro deste, ou apenas 1 ou 2 cerdas na base um pouco mais longas que as demais (0,8-1,1x o diâmetro do escapo; Tab. VII). Cerdas eretas das áreas paroculares, ao lado dos alvéolos, delgadas, mais curtas ou tão longas quanto o diâmetro do escapo. Cerdas do escutelo 0,9-1,0x o comprimento deste. Área basal do propódeo uniformemente pilosa. Dentes da mandíbula como na figura 38. Área malar, distância interocelar, distância ocelorbital, tíbia III e comprimento da asa anterior, normais (Tablas. V, VI, VIII, IX). Bifurcação da M+Cu geralmente coincidente com a cu-v (raramente levemente anterior). Macho, basitarso III curto e largo, fortemente intumescido; tíbia III estreita (Figs. [1] 69, 70); EVII com a projeção mediana curta e triangular, chanfros laterais curtos e largos (Fig. 101).

Variação. Exemplares procedentes da península de Yucatan são consideravelmente menores que os de outras regiões do México (l.m.c. 2,1-2,4 mm), com asas proporcionalmente mais curtas (c.a.a. / l.m.c. 2,2-2,3). Entre eles predominam indivíduos com flagelos claros e venação alar também um pouco mais clara. Em El Salvador e Guatemala ocorrem indivíduos com o abdômen amarelado ou ferrugíneo, asas hialinas com microtríquias amarelas na metade basal ou na maior parte das asas, e com estrias paroculares um pouco mais largas, que chegam nítidas até o topo do olho. Entretanto, esses caracteres não são estáveis, variando bastante em diferentes combinações, em indivíduos da mesma localidade. No material procedente de Santa Tecla, El Salvador, nos. 593 (4 ops., USNM), 586 (7 ops., USNM) e 531 (4 machos, USNM), há indivíduos com abdômen amarelo ou preto na mesma série, e os machos são idênticos àqueles do México (abdômen escuro, asas com microtríquias escuras). Nesse caso, um número maior de exemplares proveniente da região, material seguramente de ninhos e dados da biologia, poderão esclarecer melhor a situação dessas populações. Outros caracteres que se mostram bastante variáveis mas, aparentemente, sem regularidade geográfica, pelo menos em relação ao material examinado, são: intensidade das máculas da face (apagadas em muitos exemplares, mas não em todos, de Jalisco, Guerrero, Oaxaca, Michoacan e, por outro lado, muito vivas em exemplares de Tapachula, Chiapas), cor do integumento da cabeça, enegrecido ou castanho escuro, cor do flagelo (de castanho-escuro até amarelado, variando muito em toda a distribuição de P. bilineata, exceto em Yucatan onde predominam exemplares com flagelo claro) e cor da membrana das asas (uma leve variação na intensidade de ferrugíneo, mas nunca chega a ser muito escura; asas hialinas foram encontradas apenas nos exemplares de Durango: Rio Chico e Paraíso).

Distribuição geográfica e hábitat. Terras baixas e quentes do México até o norte de Honduras e El Salvador (Fig. 160). Dentre as espécie de Partamona é a que chega às maiores latitudes ao norte. A localidade de "Brownsville" (EUA, divisa com Matamoros, México) foi marcada com dúvidas, pois na etiqueta constam os seguintes dizeres: "Mexico x-17-45. Brownsville No 59589 In plane" (2 ops.) e "Mexico ix-9-44, Brownsville No. 57842" "cabin of plane" (1 op.), provenientes do USNM. Dados de etiqueta indicam que pode chegar até mais de 2.400 m de altitude (México, Guerrero, Omiltemo, 8,000 ft).

Nidificação. Ocupa diversos tipos de cavidades ou lugares protegidos, sob pontes, galerias sob estradas, buracos e fendas em paredes de ruínas (RAU, 1943).

Discussão. Com falta de informação sobre os tipos de "Trigona bilineata" Say, 1837 e de "Trigona orizabaënsis" Strand, 1917, SCHWARZ (1948: 363, 1949: 363), considerou-os como sinônimos, muito embora a descrição de SAY (1837) não aponte nenhum caráter mais seguro indicando que T. bilineata pertença ao gênero Partamona; este autor menciona apenas duas manchas no clípeo (".... and two lines on the nasus pale"), e ao comparar com "Trigona ruficrus" [= T. spinipes (Fabricius, 1793)], chama atenção para o fato de que a última espécie possui as tíbias posteriores densamente ciliadas. SAY não faz qualquer referência, entretanto, a forma da tíbia III, o que certamente deixa alguma dúvida sobre a colocação de bilineata em Partamona. AYALA (1999) designou neótipo para P. bilineata, mas na sua proposta de sinonímia, não faz referência a "Trigona pallida var. nigrita n. var." Friese, 1901, procedente de Córdoba, México, que pode corresponder à P. bilineata ou P. orizabaensis. Sobre T. nigrita, DUCKE (1902, 1916) menciona que FRIESE (1901), nomeou uma forma de transição entre M. pallida e M. cupira, com o tórax claro e o abdômen escuro como "pallida, var. nigritula" (sic = nigrita), o que corresponderia a Trigona peckolti, sensu DUCKE (1902, 1916). Porém o exemplar examinado por Ducke (depositado no MZSP), é na realidade P. peckolti, como já observado por CAMARGO (1980:64), em cuja etiqueta de procedência consta apenas "Cordova t.c.", e possivelmente corresponde a Córdoba, Colômbia, ou pode ter havido erro de etiquetagem (na etiqueta adicional de Ducke, datando 1913, é que consta "Cordova Mex."). A descrição apresentada por FRIESE (1901), é um tanto quanto abreviada, e não é certeza que o exemplar examinado por Ducke (e também neste trabalho), faça parte da série do tipo, pois a etiqueta de determinação do punho de Friese, data de 1904. Se os exemplares da série do tipo de "nigrita" realmente procedem do México, esta espécie poderá corresponder tanto à Partamona bilineata quanto à P. orizabaensis, mas isso só poderá ser esclarecido com o exame do material tipo de T. nigrita (3 ops. e 1 macho).

Partamona bilineata se distingue de P. orizabaensis, com a qual se sobrepõe do sul do México até Honduras, pela pilosidade esbranquiçada nos esternos, pelas cerdas mais curtas na base do escapo, máculas pouco conspícuas no tórax, veias das asas mais claras, e estrias paroculares mais estreitas e geralmente menos conspícuas. Outras espécies do grupo bilineata / epiphytophila não entram em simpatria com P. bilineata; dos demais grupos, apenas P. musarum chega até Honduras, mas esta apresenta o integumento amarelo. AYALA (1992) menciona que os exemplares de Yucatan examinados por ele possuem as cerdas dos esternos "gríseas", mas no presente estudo, os espécimens examinados apresentaram cerdas esbranquiçadas, da mesma forma que exemplares de outras regiões do México. Machos procedentes da Península de Yucatan (Tancah e N. Yucatan) não apresentaram descontinuidades em relação aos de outras localidades do México. A análise de maior número de exemplares proveniente de ninhos, e de dados sobre os hábitos de nidificação, poderá auxiliar na decisão de se considerar as populações da Península de Yucatan como unidade taxonômica distinta. As descontinuidades observadas em exemplares de El Salvador e Guatemala não são estáveis, variando bastante, em diferentes combinações, em indivíduos da mesma localidade. Entretanto, só com o exame de material adicional, bem como informações sobre a biologia das populações nessa região, será possível esclarecer a situação.

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