Apicultura Wiki
Advertisement

Georg Anton von Schäffer o Georg Anton Ritter von Schäffer, fue un médico Austríaco Alemán llegado a Brasil en 1821 y nombrado mayor de la Guardia Imperial, por el emperador Pedro I de Brasil. Estuvo a cargo de la contratación y traslado de soldados y colonos alemanes o austriacos que llegaron a Brasil instalándose en los departamentos de Río Grande del Sur y otras localidades del país. La influencia de la la esposa de Pedro I, la Emperatríz María Leopoldina de Austria, sin duda era grande.

Inmigración y veleros utilizados[]

  • 1º embarque fue efectuado en el navio Argus, también llamado por algunos Argo. Era capitaneado por B. Ehlers y Peter Zink. El comandante del transporte era Conrad Meyer. Partió el 27/7/1823 del puuerto de Ámsterdam o Amsterdam en Holanda y llegó a Rio de Janeiro el día 7/1/1824. Traía 284 inmigrantes, siendo 150 soldados y 134 colonos destinados a Colonia Alemana de Nova Friburgo en Rio de Janeiro. El navío enfrentó fuertes tempestades en el Mar del Norte, perdiendo su mátil principal, obrigando a atracar en Ilha Texel en Holanda, de donde, reinicio su viaje en 10/9/1823. Había dos pasajeros en el Argus apenas y un boticário Karl Niethammer llegarían a Feitoria de Linho-Cânhamo en 6/11/1824. Fue el primer farmaceutico de la Colonia alemana de São Leopoldo;
  • 2º embarque de emigrantes viajaron en el navio Caroline, capitaneado por Jakob von der Wettern siendo su Comandante de Transporte Von Kettler. Los pasajeros embarcaron el día 12/12/1823 pero partieron del puerto de Hamburgo el día 29/2/1824, llegando a Rio de Janeiro el 14/4/1824. Traía soldados para los Batallones de Extranjeros y 231 colonos para la Colonia alemana de Nova Friburgo en Rio de Janeiro. En el veloro Caroline venían entre otras las familias: Barth, Beck, Bentzen, Born, Brenning, Bruckmayer, Burmeister, Clausen, Dickel, Dockhorn, Döring, Fahle, Fayette, Foernges, Frehse, Fries, Gründler, Hohlfeld, Kalsing, Kunstmann, Lengler, Missfeld, Pfingsten, Pfingstag, Rau, Ritzel, Ross, Schäffer, Scheffel, Schmidt e Walter;
  • 3º embarque en el navio Anna Louise. El navío era capitaneado por Johann Heinrich Knaack y el comandante del transporte era M. Sulz. Partio de Hamburgo el 24/3/1824 y llegó a Rio de Janeiro el 4/6/1824. Con 200 soldados y 126 colonos. Los primeros 38 inmigrantes que llegaron a Feitoria de Linho Cânhamo el 25/7/1824 eran pasajeros del Anna Louise. Los primeros inmigrantes que llegaron a Feitoria el dia 25/7/1824, en total de 39 personas, representadas por las famílias: Krämer, Hammel, Höpper, Pfingst, Timm, Bentzen, Rust e Jacks

Todos eran pasajeros del Anna Louise. Mas tarde fueron a la colonia de São Leopoldo las siguientes familias, que realizaron la travesía del Atlántico en el Anna Louise: Ahrends, Asmus, Bergmann, Blum, Fischer, Hask, Helsing, Jäger, Kircher, Kümmel, Lange, Märtens, Meyer, Natske, Rasch, Rohde, Roth, Schmidt, Schwaan, Stier, Träger, Warnecke, Weber, Zimmermann es el primer médico de la colonia Karl Gottfried von Ende.

  • 4º embarque en el navio Germania de emigrantes. Capitaneado por Hans Voss siendo el comandante del transporte el Ten. Ferdinand von Kiesewetter. Partió el 9/5/1824 de Hamburgo en el puerto de Glückstadt, en el Rio Elba, de donde zarpo el 3/6/1824. Llegó a Rio de Janeiro el día 14/9/1824 trallendo 401 pasajeros y 277 soldados y 124 colonos. A bordo viajaron el pastor Johann Georg Ehlers, y Johann Daniel Hillebrand. Ehlers seria, el primer pastor evangélico y Hillebrand el primer administrador de la Colonia alemana de São Leopoldo. Hubo una revelión a bordo y 8 soldados, ex reclusos de prisiones de Hamburgo fueron juzgados y fusilados.

El Germánia, traía al pastor Johann Georg Ehlers y al médico Johann Daniel Hillebrand, venian las siguientes familias: Bendixen, Berghan, Bischof, Böhler, Bunte, Elbers, Fick, Gutzeit, Herzog, Hockenmüller, Mentz, Petersen, Sänger, Sass e Weinmann.

  • 5º embarque a Brasil vinoi en el navio Georg Friedrich. Su capitán era Johann Peter Christian Rosilius y el comandante del transporte era P. H. Schumacher. Partió del puerto de Altona el 27/6/1824, llegando a Rio de Janeiro el 11/10/1824. Traía 399 hombres, entre ellos 330 soldados, 32 mujeres y 44 niños, el número total de personas era de 475. De los 399 hombres, 169 eran reclusos.

El velero Georg Friedrich traería a Brasil um grande número de famílias, das quais radicaram-se na Colônia de São Leopoldo as seguintes: Ahlers, Albrecht, Beck, Beckel, Becker, Behrens, Beyer, Bohne, Borkenhagen, Borninger, Burchard, Dietrichs, Ehrich, Francke, Friedrichsen, Groth, Hänsel, Hahn, Hinrichsen, Homann, Jacobsen, Jansen, Klump, Kreiter, Krüger, Kuhs, Lilienthal, Lindenmeyer, Ohlmann, Peters, Reese, Rodenburg, Scheel, Schindler, Schoenemann, Ufflacker, Vogelmann, Wetter, Zülk. No Georg Friedrich viria também o Pastor Karl Leopold Voges, primeiro pastor da Comunidade Evangélica da Colônia Alemã de São Pedro de Alcântara ( Três Forquilhas) junto a Torres.

  • 6º viaje de emigrantes Pelo Peter und Maria, capitaneado por Heinrich Hinzte. El comandante del transporte era Jacob Friedrich Lienau. Partió el 27/7/1824 de Hamburgo el 25/8/1824 de Glückstadt, llegando a Rio de Janeiro el 12/11/1824. Con 270 pasajeros, cerca de 206 eran soldados, 5 médicos, 49 colonos y 10 mujeres con niños.
  • 7º viaje con emigrantes en la Galera Hamburguesa Der Kranich cuyo capitán era Claus Friedrich Becker y teniendo comoo comandante del transporte a Daniel von Fürstenrecht. Embarcaron el 25/9/1824 y salieron el 9/11/1824 del puerto de Hamburgo. Con 359 pasajeros, siendo 282 los colonos y 77 soldados, llegaron a Rio de Janeiro en 1825.

La galera hamburguesa Der Kranich, en su primer viaje a Brasil, traería las famílias: Beck, Beckel, Blum, Bopp, Dahmer, Deckmann, Diefenbach, Dresbach, Emmerich, Feldmann, Fey, Fritz, Gerhard, Hoffmann, Jung, Klinger, Koburger, Moog, Nagel, Oestreich, Röhrig, Schilling, Schwartzhaupt, Stoll, Streb, Stumpf, Sulzbach, Volz, Weckmann, Wilhelm e Winter.


O navio Caroline que já trouxera a 2ª leva, na sua segunda viagem ao Brasil trazia a 8ª leva de imigrantes. Seu capitão, como da viagem anterior era Jacob von der Wettern e o comandante do transporte era Anton Adolf Friedrich von Seweloh. Os passageiros do Caroline embarcaram em 19.11.1824 mas partiram de Hamburgo somente em 17.1.1825, tendo chegado em 5.4.1825 ao Rio de Janeiro após 68 dias de viagem. Trazia 282 passageiros, sendo 192 colonos, 60 soldados e 30 oficiais. O veleiro Triton foi o responsável pela 9ª leva. Seu capitão era Johann Samuel Gottlieb Wilhelm Paap, e von Friedrichsen o comandante do transporte. Partiu em 25.12.1824 de Hamburgo e chegou ao Rio de Janeiro em 13.3.1825. Trazia 101 colonos e um número desconhecido de soldados. Entre os passageiros do Tritton, foram identificadas apenas as famílias Müller e Trott como tendo chegado ao Rio Grande do Sul.

O 10º embarque foi efetuado pelo navio Wilhelmine, capitaneado por Gottlieb Nathaniel Jacob Meyburg, sendo von Ewand o comandante do transporte. Partiu em 4.12.1824 de Hamburgo e em 16.2.1825 de Glückstadt no Rio Elba. Chegou em 22.4.1825 ao porto do Rio de Janeiro, após 64 dias de viagem, com 50 famílias, inclusive 90 reclusos, num total de 384 pessoas. O Wilhelmine trouxe ao Brasil as seguintes famílias que vieram a Colônia de São Leopoldo:

Baum, Becker, Bertling, Burmeister, Drey, Erdmann, Frahm, Graf, Helms, Henze, Heinrich, Huber, Huhnfleisch, Kampf, Kasper, Krass, Krüger, Kurtz, Langhoff, Lembke, Michelsen, Möhlmann, Möller, Moll, Müntz, Oldenburg, Pfeiffer, Reichert, Riebe, Rieth, Ritter, Rothfuchs, Rust, Sand, Schack, Scholler, Schuck, Schütz, Seemann, Seitz, Sellmann, Stein, Strohbach, Tannenwald, Tiede, Ulrich, Volkmann, Vollmer, Weber, Wegener, Wilk, Will, Witte e Wrede.

No dia 8.11.1825 chegaria ao Rio de Janeiro o navio Friedrich Heinrich trazendo os passageiros do 11º embarque. O seu capitão era Peter Zink, e havia partido no dia 25.8.1825 do porto de Amsterdã na Holanda. Trazia 375 passageiros, sendo 70 famílias de colonos com 364 pessoas e 11 solteiros.

A bordo do Friedrich Heinrich vieram as famílias:

Adam, Bastian, Bauer, Baum, Cassel/Kassel, Clos/Klos, Dein, Dexheimer, Dietrich, Dreyer, Druck, Franck, Frantz, Goethe, Gross, Grieb, Harnecker, Heldt, Hirth, Hoeffel, Jacoby, Kautzmann, König, Kratz, Kronhardt, Lauer, Lorenz, Lüth, Metzger, Meyer, Möller, Nadler, Ostgen, Petry, Reinheimer, Renner, Riegel, Ruppenthal, Scherer, Schmidt, Schneider, Seewald, Seltzer, Stein, Stoltenberg, Trein, Wallauer, Wasum, Weber, Werlang e Wessel;

O navio Georg Friedrich que já trouxera a 5ª leva também trouxe os passageiros do 12º embarque. Johann Peter Christian Rosilius, como da vez anterior era o seu capitão. Como comandante do transporte viria ao Brasil Johann Joachim Hanfft, agente de Schaeffer, que seria em seguida integrado no Batalhão de Granadeiros. O navio partiu em 20.8.1825 de Hamburgo e após 8 dias de permanência no porto da cidade de Glückstadt, partiu em 28.8.1825 rumo ao Rio de Janeiro onde atracou em 20.11.1825. Seus passageiros eram 354 soldados, entre eles 68 reclusos e 20 mulheres e crianças. Pelo navio Creole, capitaneado por Jakob Bendixen viria a 13ª leva. A partida deu-se em 9.9.1825 do porto de Altona e a chegada foi em fins de Dezembro de 1825. Neste embarque chegava como passageiro o Pastor Friedrich Christian Klingelhoeffer, 2º pastor evangélico de São Leopoldo, que se radicaria em Campo Bom, onde construiu a primeira igreja. Envolveu-se na Revolução Farroupilha ao lado dos republicanos vindo a falecer em combate junto a Freguesia Nova, Município de São Jerônimo, no dia 6.11.1838. O 14º embarque deu-se pelo navio Fortuna, que saiu do porto de Hamburgo em 9.6.1825 tendo como capitão Claus Hoop e como comandante do transporte Carlos Luís Bode. Chegou ao Rio de Janeiro em 2.10.1825 transportando 52 colonos e familiares num total de 252 pessoas. O transatlântico Fortuna deixou no Rio de Janeiro as seguintes famílias que posteriormente chegariam a São Leopoldo:

Becker, Bock, Ertel, Fuchs, Hans, Michel, Petersen, Petz, Scherer e Schwabenland.

A galera hamburguesa Der Kranich, em sua 2ª viagem ao Brasil traria a 15ª leva de emigrantes. O capitão foi Claus Friedrich Becker e o embarque dos passageiros foi efetuado no porto de Hamburgo no dia 20.09.1825 mas a partida para o Rio de Janeiro se deu apenas no dia 3.10.1825. Após 4 meses de viagem chegaram ao porto do Rio de Janeiro no dia 19.1.1826 e desembarcaram no dia seguinte 20.1.1826. Dos 301 passageiros cerca de 216 eram colonos e 85 soldados; No dia 19.1.1826 chegaria ao Rio de Janeiro e no dia seguinte desembarcariam da Galera Der Kranich, na sua segunda viagem ao Brasil, as seguintes famílias:

Becker, Benziger, Berg, Bleuler, Bleyler, Boehs, Deuner, Diefenthaeler, Ebling, Einsfeld, Elgelbach, Gerhard, Gress, Hahn, Hartz, Hünckel, Hoffmeister, Huff, Jacobs, Lahm, Lücks, Meng, Metz, Meyer, Richter, Schneider, Schönardie, Sperb, Ufflacker, Vettermann, Weissheimer e Wingert.

A 16ª leva de imigrantes viria pelo veleiro holandês Company Patie, tendo como capitão Franciscus Stavers e comandante do transporte o Ten. Carl Heine. Partiu do porto de Amsterdã no dia 10.10.1825 e chegou ao Rio de Janeiro em 17.05.1826. Trazia aproximadamente 281 passageiros sendo 200 para Buenos Ayres e 81 para o Rio Grande do Sul. Este veleiro tinha como destino o porto de Buenos Aires. Devido à Guerra Cisplatina, o navio foi aprisionado por navio de guerra brasileiro e internado no porto de Montevidéu. Dali cerca de 201 passageiros conseguiram fugir para Buenos Aires e os demais 81 vieram para o Rio Grande do Sul. O veleiro Companhie Patie, trouxe poucos colonos para a Feitoria do Linho-Cânhamo. Dentre estes estavam as famílias:

Baumgard, Diefenbach, Greis, Knewitz, Ling/Link, Mittmann, Oestreich, Regner, Spannenberger/Sparrenberger e Weingärtner.

O Anna Louise, que já havia trazido a 3ª leva, também fez uma 2ª viagem trazendo os passageiros do 17º embarque. Capitaneado por Johann Heinrich Knaack, partiu do porto de Hamburgo em 13.10.1825 e chegou ao Rio de Janeiro em 26.2.1826. Nele vieram cerca de 400 pessoas quase todos militares e poucos colonos. O Caroline faria ainda uma 3ª viagem, desta vez trazendo a 18ª leva de imigrantes. O capitão e proprietário era Jacob von der Wettern e o comandante do transporte Carl Seidler. Partiu de Hamburgo no dia 16.11.1825 e chegou ao Rio de Janeiro no dia 27.2.1826, trazendo cerca de 200 passageiros. O 19º embarque foi efetuado pelo navio Friedrich, capitaneado por Hans C. Stille e tendo como comandante do transporte o Ten. Julius Mansfeld. O embarque dos passageiros foi em 23.5.1826 mas a partida deu-se em 1.6.1826 no porto de Bremen, chegando ao Rio de Janeiro no dia 4.8.1826. Trazia 238 pessoas, sendo 152 soldados com 5 esposas e 2 crianças, além de 18 colonos com 11 esposas e 44 crianças.

O transatlântico Friedrich, deixaria no porto do Rio de Janeiro, as seguintes famílias, que posteriormente chegariam a São Leopoldo:

Dietz, Engel, Ewald, Gebert, Gitter, Hiller, Kern, Kümmel, Löwe, Meyer, Orth, Raupp, Reinhardt, Ressler, Schildt, Schmidt, Schröder, Seidler e Weber.

Pelo navio Fliegender Adler, chegou a 23ª leva ao Brasil. Deste embarque foi apenas encontrado o contrato de afretamento assinado por Schaeffer no porto de Bremen, por isso estão prejudicados maiores detalhes sobre a composição dos seus passageiros.

Pelo Fliegendler Adler chegaram as famílias:

Adam, Arensdorf, Altenhofer, Altmeyer, Arnold, Augustin, Auler, Bach, Backes, Barth, Baum, Bauermann, Becker, Bender, Brentano, Buchmann, Burckard, Christ, Diehl, Diely, Dienstmann, Dullius, Endres, Engelmann, Englert, Faller, Fritsch, Gälzer, Geissendorf, Gerhard, Gerstenberg, Gewehr, Glauer, Glassmann, Gracake, Gregory, Haak, Haas, Heck, Heksel/Hexel, Heller, Hensel, Hoeffel, Injahn, Jung, Kaefer, Kayser, Kehl, Keller, Kern, Keyser, Klein, Knüppel, Kober, Koerner, Konrad, Krämer, Kronbauer, Kruel, Krug, Kuhn, Lamp/Lamb, Lampert, Lerner, Lütgehaun/Lütjohann, Malmann, Manik, Martens, Massing, Meyer, Müller, Nelsinger, Orth, Papehn, Peitz, Pithahn, Pokorny, Reichmann, Renner, Ribenich/Rübenich, Ries, Rinnenthal, Rinner/Renner, Ritter, Röuter/Reuter, Sadler, Schack, Schaeffer, Scheerer, Schiel, Schmieding, Schneider, Schuck, Schulze, Schwenk, Sihn, Silbernagel, Sonnet, Stauner, Steinhard, Stock, Tatsch, Weber, Weirich, Weirig/Weirich, Wendel, Will, Wittmann, Witzenhausen e Würzius;

O navio Brodtrae capitaneado por Bendix Bendixen e tendo como comandante do transporte o Ten. Cav. von Morsey, chegaria 21ª leva ao Brasil. A embarcação partiu do Porto de Bremen em 7.7.1826 e chegou ao Rio de Janeiro em 28.9.1826, com 277 passageiros, sendo 155 soldados, 106 colonos e 16 outros. O Broadtrae por sua vez trazia em sua tripulação as famílias:

Arnhold, Bauker, Becker, Bolle, Damian, Döbel, Ebert, Finger, Hein, Holzbach, Jacobus, Jacobsen, Johann, Jung, Kinzinger, Luft, Masson, Nabinger, Noll, Ruprecht e Schirmer.

O navio Creole também faria uma 2ª viagem, desta vez para trazer a 22ª leva de imigrantes. Sob a direção do capitão Jacob Bendixen e tendo como comandante do transporte Friedrich L. von Maybohm, o navio partiu no dia 22.7.1826 do porto de Bremen e chegou ao Rio de Janeiro no mês de Outubro ou Novembro de 1826. Trazia em torno de 300 passageiros, sendo destes 160 ou 170 soldados e o restante colonos que vieram ao Rio Grande do Sul. A 23ª leva viria pelo navio Betzy & Marianne, sob a direção do capitão Joachim D. Schel e comando do transporte do sargento C. H. Brüning. Partiu de Bremen no dia 16.11.1826 e atracou em Salvador na Bahia no mês de Fevereiro de 1827, trazendo 32 recrutas e apenas 6 colonos nenhum deles para o Rio Grande do Sul.

No navio Harmonie, viria a 24ª leva de imigrantes alemães. Seu capitão foi Cornelius e tinha como comandante do transporte o próprio Georg Anton von Schaeffer. O navio partiu do porto de Bremen em data ignorada e chegou ao Rio de Janeiro em 2.7.1828, sendo desconhecido, por ora, o número e a composição de seus passageiros. O navio Cäcilie traria a 25ª leva. Partiu do porto de Bremen em 1827 e chegou ao porto do Rio de Janeiro apenas no ano seguinte em 29.9.1829. Este navio avariou-se no Mar do Norte logo após a sua partida, vendo-se obrigado a atracar no porto de Plymouth na Inglaterra para reparos. Os passageiros após esperarem por diversos meses para reiniciar a viagem chegaram ao Rio de Janeiro em 29.9.1829, sendo esta data comemorada, ainda hoje no "Michelskerb" ( Kerb de São Miguel) de Dois Irmãos e São José do Hortêncio onde a maioria dos passageiros do Cäcilia se estabeleceram. O 26º embarque foi efetuado pelo veleiro Olbers, o maior dos navios que até aquela data haviam efetuado o transporte de imigrantes ao Brasil. O Olbers partiu do porto de Bremen no dia 26.9.1828 e chegou ao Rio de Janeiro em 17.12.1828. Navio especialmente preparado para o transporte de pessoas transportou 874 passageiros entre eles muitas famílias que se radicaram na Colônia Alemã de São Leopoldo.

Foi sem dúvida o veleiro Olbers, o primeiro navio construído especialmente para transporte de pessoas, que com suas 152 famílias e cerca de 874 passageiros, que traria o maior contingente de colonos para a Colônia Alemã de São Leopoldo. Embora a composição da tripulação seja até hoje desconhecida pois a relação de passageiros foi extraviada ou destruida durante a 1ª Guerra Mundial, foi possível identificar as famílias tomando por base a relação de pessoas que na época ( Agosto de 1828) se encontravam na hospedaria "Vor dem Bunten Thore" de Bremen aguardando embarque no Olbers, cujos nomes foram posteriormente confirmados com o registro de imigrantes de São Leopoldo. Desta forma puderam ser confirmadas como passageiros do Olbers as seguintes famílias:

Abraham, Achilles, Adam, Adamy, Ahrend/Arend, Alaga, Albrecht, Alles, Andersen, Anker, Anstigen, Antler, Appel, Arenhardt, Bachmann, Balk, Balus, Barth, Battmann, Becherer, Bechtel, Becker, Becking, Beda, Behn, Behnke, Beil, Beimler, Bender, Benkenstein, Benter, Bernardi, Berner, Bernet, Berns, Berron, Berwanger, Biarrowsky, Biermann, Birk, Bode, Bodin, Böhm, Boni, Booge, Born, Bornemann, Bortorff., Brandt, Brauer, Brauns, Breitenbach, Brinckmann, Bruscher, Budin, Bülow, Burchard, Burg, Burmeister, Bursch, Busch, Cinser, Conrad, Coré, Cornelson, Daecke, Damian, Deppe, Derr, Dietrich, Dill, Dillenburg, Dockhorn, Dreyer, Dröscher, Dunker, Dweyer, Elicker, Ely, Elz, Engelsdorf, Erwig, Eskenbach, Falkenberg, Faltey, Feltes, Finke, Fischer, Förster, Franzen, Freder, Freis, Freyle, Fritzen, FroelichFrühsctück, Funk, Gämmer, Geisbusch, Gellner, Germer, Gettems, Gille, Ginke, Goergen, Goldmann, Gräber, Haacker, Hackmann, Häfner, Hanauer, Harth, Heberly, Heinitz, Heinz, Heller, Hellmund, Herscher, Herter, Herter, Hiewinger, Hinrichsen, Hochscheu, Hoerholz, Holz, Holzhauer, Hörle, Horly, Ibendorf, Jacobsen, Johann, Jung, Junges, Jürgens, Kautner, Kaye, Keinz, Keiper, Kessler, Kierieleison, Kirchner, Kirsch, Klein, Klinger, Klöckner, Knapp, Knöche, Knopp, Koerner, Kohn, Kohnen, Köppler, Kraemer, Krewitt, Krimnitz, Kritsch, Kröplin, Krüger, Kuber, Kuhn, Kunzler, Kuplich, Kuss, Kussmann, Lang, Lau, Lauermann, Ledur, Lehnen, Lehnert, Leitsch, Leyndecker, Lichten, Limon, Lorenz, Lorscheiter, Lüdke, Lüdkin, Ludwig, Lunn, Marmitt, Martini, Matt, Maurer, Maxim, Mewius, Meyer, Minwegen, Moehlhausen, Möhrken, Molitor, Müller, Munsul, Nagel, Neumeyer, Noe, Oestreich, Ohm, Orth, Ostermann, Ott, Otto, Pauli, Petry, Petsch, Pohren, Poplotzky, Popp, Probst, Prott, Rambo, Rech, Reis, Reischel, Reitenbach, Rhode, Richter, Riecke, Riethbrock, Rimann, Rode, Roggenbach, Rosau, Rulingo, Schaefer, Schatz, Scheerer, Scheibel, Schirmacher, Schlepper, Schlich, Schmedecke, Schmeer, Schmidt, Schneider, Scholl, Schönig, Schöpf, Schorn, Schuch, Schüller, Schuns, Schütt, Schwingel, Seewald, Sefferin/Seffrin, Sellbach, Sihn, Simon, Spanath, Spedenz, Speicher, Steffens, Stein, Strademeyer, Strauch, Streit,Studt, Sutis, Swenzen, Tarrent, Tentz, Thesing, Tiedgens, Tobus, Trott, Ture, Unfried, Urnau, Volz, Voss, Wagner, Walter, Weber, Wehlhausen, Wehmers, Wendling, Werner, Weyrausch, Widitz, Wiesemann, Wilhelm, Windrath, Wolf, Zellmann.

1) os nomes das famílias estão escritos da mesma forma como foram registrados no livro de registros de imigrantes, podendo haver divergencia entre a exaTa grafia do nome da família;

2)o mesmo nome pode aparecer em diversos embarques; isto se deve ao fato de diversas famílias do mesmo nome terem emigrado ao Brasil como é o caso das famílias Schneider e Schmidt;

Também o navio Fortune faria uma 2ª viagem, para trazer desta vez a 27ª leva de imigrantes. Sob a direção do Cap. Richelsen e tendo como comandante do transporte o guarda Martin Henrici, o Fortune zarpou do porto de Bremen no dia 31.12.1828 e chegou ao Rio de Janeiro em 2.4.1829, trazendo 265 passageiros, cuja composição é desconhecida.

Segundo os pesquisadores e historiadores da imigração Alemã ao Rio Grande do Sul foram estes os navios que trouxeram colonos e soldados para o Brasil, no período de 1824 a 1830, que compreende o primeiro período da imigração. A imigração ficaria suspensa a partir de 1830 por falta de verba orçamentaria para custeá-la e de 1835 a 1845 em virtude da Revolução Farroupilha.

Obras publicadas de Schäffer[]

  1. Georg Anton von Schäffer. (1825). Brazilië, als onafhankelijk rijk, uit een geschied- koophandel- en staatkundig oogpunt : ook in betrekking tot Europa, beschouwd, in een historisch tafereel van deszelfs afscheiding van Portugal en verheffing tot zelfstandig keizerrijk : benevens een uitvoerig verslag der staatkundige gebeurtenissen in dit rijk, gedurende de jaren 1821, 1822 en 1823. Editorial: Amsterdam: C.L. Schleijer, 1825. En idioma Holandés.
  2. Georg Anton Schäffer, Ritter von. (1824). Brasilien als unabhängiges Reich in historischer, mercantilischer und politischer Beziehung. Editorial: Altona : J.F. Hamerich, 1824. En idioma alemán.

Enlaces externos[]

Advertisement